O fator buraco negro

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O que surgiu primeiro, os buracos negros ou as galáxias? Esta é a pergunta que João Evangelista Steiner, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP) procurou responder na palestra “Buracos negros: sementes ou cemitérios de galáxias?”.

No encontro realizado no dia 5, o coordenador do Instituto Nacional Avançado de Astrofísica – um dos INCTs apoiados em São Paulo pela FAPESP e pelo CNPq –, destacou os avanços nos últimos dez anos na área, como a confirmação da existência de um buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea, a medida do momento angular dos buracos negros estelares e supermassivos e o paradigma da coevolução entre galáxias e buracos negros.

De modo geral, buracos negros são objetos espaciais compactados cuja superfície possui aceleração infinita, tornando-a irresistível. Devido a esse fenômeno, toda matéria próxima a um buraco negro é capturada.

“Até mesmo a luz próxima é capturada. O espectador não enxerga nada, pois a matéria (gás) ou qualquer outro tipo de informação produzida dentro dele não consegue escapar à superfície de singularidade de aceleração. Para quem o vê de fora, o objeto é um buraco negro, onde tudo entra e nada sai”, exemplificou Steiner.

Atualmente, os buracos negros são divididos em duas categorias: estelares e supermassivos. Na primeira, são alimentados por uma estrela vizinha. “Como esses fenômenos galácticos não emitem qualquer tipo de luz, a medição do espectro só é possível quando se encontra em um sistema binário, isto é, quando há uma estrela companheira. Nesse caso, o buraco negro suga a matéria dela”, disse à Agência FAPESP.

Leia a matéria na íntegra:  O fator buraco negro

Lugar de aprender é fora da escola

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Pode parecer mentira, mas não é. Aprender certas disciplinas, como ciências, em alguns casos só na prática. E, convenhamos, não há laboratório melhor que aquele acima de nossas cabeças – ainda mais no interior paulista.

Para que todos possam saber um pouco mais sobre os segredos do universo, a Faculdade de Ciências (FC) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Bauru, criou o Observatório Móvel Astronômico, que vem percorrendo escolas do município e de outras cidades do interior do estado.

No observatório são realizadas palestras sobre reconhecimento do céu, fases da Lua, Sistema Solar, distâncias no Universo, ciências atmosféricas e funcionamento de radares meteorológicos.

Durante o dia, acontecem as apresentações teóricas. Sendo o espetáculo reservado para a noite, quando se dá a observação do céu com telescópios, lunetas e binóculos.

Mais informações: http://unesp.br/astronomia
Contato: Rosa Maria Fernandes Scalvi – rosama@fc.unesp.br

Curso de Astronomia e Astrofísica

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), está com inscrições abertas até o dia 6 de junho para o Curso de Introdução à Astronomia e Astrofísica.

Voltado para professores do ensino fundamental e médio da área de ciências, assim como estudantes universitários a partir do segundo ano de graduação e, também, profissionais que atuem diretamente com educação e divulgação científica, o curso será realizado de 12 a 16 de julho.

Reconhecido pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, ele apresenta os conceitos fundamentais das diversas áreas da Astronomia e Astrofísica, além da Divisão de Astrofísica do INPE. São 40 horas de curso, com oficinas, observações do céu noturno e do sol com telescópio, visitas e apresentações.

Mais informações:
http://www.lac.inpe.br/ciaa/

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