Esqueça os terroristas!
Finalmente o vídeogame ganhou uma utilidade e, desta vez, para ensinar física.

Hoje sabemos que prótons e nêutrons, que compõem o núcleo atômico, são partículas compostas de quarks, constituintes ainda mais fundamentais. Seis quarks (up, down, strange, charm, bottom, top), seis léptons (elétron, múon, tau e seus três respectivos neutrinos), além das partículas responsáveis pelas interações forte, fraca e eletromagnética (glúon, W, Z e fóton), formam o quadro atual das partículas subatômicas.
Isso, hoje, no século 21. Quando aprendi os conceitos básicos sobre a composição da matéria, ainda estava no século passado (horrível para uma pessoa que nem completou 30 anos dizer isso).
Diminuir a defasagem de quase um século de conhecimento é a proposta do SPRACE (“São Paulo Regional Analysis Center” ou Centro Regional de Análise de São Paulo), grupo de pesquisas brasileiro na área de Física Experimental de Altas Energias, que participa dos experimentos do Fermilab (EUA) e do CERN (Suíça).
No jogo, os participantes são reduzidos à escala subatômica e incentivados a construir partículas do mesmo tamanho a partir de seus constituintes mais fundamentais. Para quem acha que isso possa ser uma chatice, um aviso: ser inteligente está na moda. Qual é o cara que não queria estar na pele dos participantes do reality “Os geeks e as gostosas”?